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Povos indígenas são perseguidos e mortos após reeleição de Lula, denuncia APIB

Por Redação 29/10/2026 09h09
Povos indígenas são perseguidos e mortos após reeleição de Lula, denuncia APIB
. - Foto: Reprodução

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) denunciou uma série de ataques contra comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A entidade encaminhou ofício e representação criminal ao Ministério Público Federal (MPF), à Polícia Federal (PF) e a órgãos do governo federal pedindo apuração imediata dos casos e proteção às comunidades ameaçadas.


Segundo a APIB, os episódios incluem assassinatos em Naviraí, atropelamentos em Coronel Sapucaia, além de ameaças de morte, manifestações racistas e ameaças de envenenamento da água consumida por indígenas em Tacuru e Nioaque. A entidade também solicita que sejam investigadas possíveis omissões policiais na resposta às denúncias.


A representação foi enviada aos ministérios da Justiça e Segurança Pública, dos Povos Indígenas e dos Direitos Humanos e da Cidadania. A APIB cobra uma resposta coordenada do poder público para garantir a segurança das comunidades e esclarecer as circunstâncias dos casos.


Perseguição política


Além das denúncias de violência contra indígenas, relatos de perseguição a eleitores do presidente Lula foram registrados após o segundo turno. Publicações em redes sociais e aplicativos de mensagens têm divulgado listas de empresas, estabelecimentos comerciais e profissionais supostamente identificados por posições políticas favoráveis ao presidente eleito, acompanhadas de campanhas de boicote e pedidos de demissão.


Em Bagé (RS), o portal Bagé 24H destacou a circulação desse tipo de conteúdo, mas informou não ter conseguido comprovar a existência da lista no município. O SB News RS também abordou a repercussão de pedidos de demissão e iniciativas de boicote.


A ex-deputada federal Manuela D'Ávila denunciou a prática nas redes sociais e comparou as listas a ações da Alemanha nazista contra judeus. "Esses estabelecimentos judeus eram expostos e marcados para que as pessoas não comprassem mais deles. Era uma prática de perseguição política e econômica. E é essa prática que está sendo reproduzida agora aqui no Rio Grande do Sul", afirmou.


D'Ávila orientou pessoas e empresas expostas nas listas a guardarem registros, imagens, links, perfis e grupos, e a denunciarem ao Ministério Público ou procurarem orientação jurídica. "Não trate isso como brincadeira de internet. Listar pessoas para persegui-las economicamente por aquilo que pensam é uma prática autoritária", declarou.