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Policial que matou dois colegas em AL passará por perícia para avaliar possível surto psicótico

Por Redação 10/09/2026 11h11
Policial que matou dois colegas em AL passará por perícia para avaliar possível surto psicótico
Gildate Góes Moraes Sobrinho, de 61 ano - Foto: Reprodução

A Justiça de Alagoas determinou que o policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho, de 61 anos, seja submetido a um exame médico-legal para apurar se ele sofreu um possível surto psicótico no momento em que matou dois colegas de trabalho, em Delmiro Gouveia, no Sertão do estado. A decisão foi da 1ª Vara de Delmiro Gouveia, após a defesa dele pedir a abertura de um incidente de insanidade mental.

Gildate está preso preventivamente desde o dia 20 de maio e foi indiciado pelas mortes de Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira. Na época do crime, os corpos das vítimas foram encontrados dentro de uma viatura descaracterizada da Polícia Civil, na região central de Delmiro Gouveia.

Na decisão, a juíza Jéssica Lourenço de Sá Santos afirmou que existem elementos suficientes para levantar dúvida sobre a integridade mental do policial no momento do crime. Entre os pontos citados estão um relatório da Polícia Civil que apontou a hipótese de surto psicótico após a ingestão de bebida alcoólica e depoimentos de pessoas próximas sobre uma mudança atípica de comportamento.

A Justiça também considerou o interrogatório do policial e depoimentos de testemunhas. Ao ser ouvido, Gildate teria dito não reconhecer as ruas da cidade onde morava. Uma companheira dele relatou que ele estava “aéreo, sem cor, totalmente irreconhecível”, enquanto uma enteada afirmou que ele dizia “coisas desconexas”.

Apesar de autorizar a perícia, a Justiça manteve a prisão preventiva dele. A investigação não apontou desavenças entre o policial e as vítimas, nem planejamento ou motivação para o crime. Segundo o inquérito, todos teriam participado de uma confraternização horas antes dos fatos.

A juíza ressaltou que a decisão não significa reconhecer que Gildate tenha transtorno mental ou que estivesse em surto psicótico quando cometeu o duplo homicídio. A perícia será feita por um médico do Centro Psiquiátrico Judiciário, e o laudo deverá ser apresentado inicialmente em 45 dias.