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STJ nega pedido para voltar a prender Alexandre Nardoni e Anna Jatobá
Advogado alega que Nardoni e Jatobá descumprem regras do regime aberto, e associação pede volta à prisão ao STJ
A Associação que representa moradores da Zona Norte de São Paulo entrou com um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo a revogação do regime aberto de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pela morte da menina Isabella Nardoni, em 2008.
Segundo o advogado Angelo Carbone, que representa a entidade, o casal estaria descumprindo medidas judiciais. “Alexandre e Jatobá estão descumprindo as medidas judiciais para ficar no regime aberto. Ela também teve privilégios na cadeia enquanto esteve presa”, afirmou o defensor.
De acordo com a associação, os dois estariam circulando em horários incompatíveis com as regras do regime aberto, sem conseguir comprovar rotina de trabalho regular. Além disso, haveria dúvidas sobre o endereço informado à Justiça. Relatos também apontam a presença frequente do casal em bairros da Zona Norte da capital e em Barueri, na Grande São Paulo.
A entidade afirma ter reunido mais de 2 mil assinaturas de moradores da região em um abaixo-assinado pedindo o retorno dos condenados à prisão. O documento já foi encaminhado ao STJ. No pedido, a associação reforça que o objetivo não é questionar a condenação em si, mas verificar se as condições para o cumprimento da pena em liberdade estão sendo respeitadas.
Este recurso ao STJ foi apresentado após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negar, em 2025, o mesmo pedido de prisão feito pela entidade.
Isabella Nardoni, de 5 anos, morreu em 29 de março de 2008 ao ser arremessada da janela do apartamento da família, no sexto andar de um edifício na Zona Norte de São Paulo. No julgamento de 2010, Alexandre, pai da criança, foi condenado a 31 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. Anna, então madrasta da menina, recebeu pena de 26 anos de reclusão pelo mesmo crime.
Anna Carolina Jatobá avançou para o regime aberto em 2023. Alexandre Nardoni deixou o semiaberto e também passou ao aberto em 2024.

