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Mãe e filha morrem com intervalo de 34 dias por complicações da chikungunya em Alagoas

Por Redação 07/07/2026 10h10
Mãe e filha morrem com intervalo de 34 dias por complicações da chikungunya em Alagoas
. - Foto: Reprodução

A chikungunya fez duas vítimas fatais da mesma família em São Miguel dos Campos, Alagoas, com um intervalo de apenas 34 dias entre as mortes. Rubenita Lins dos Santos, de 60 anos, faleceu no dia 30 de maio. Sua filha, Crisleine Lins dos Santos, foi internada no Hospital Helvio Auto no dia 23 de junho e não resistiu, morrendo no último sábado (4).

De acordo com o relatório médico, o quadro de Crisleine se agravou rapidamente. Além da chikungunya, ela desenvolveu pressão arterial baixa, infecção bacteriana e falência múltipla de órgãos.

Familiares afirmaram que não procuram culpados, mas esperam que a tragédia sirva de alerta. "Crisleine era uma menina muito animada, muito alegre", declarou o primo Edberto Junior, destacando a dor de perder duas pessoas da mesma casa em menos de 40 dias.

A Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel dos Campos lamentou a morte de Crisleine, que era servidora do município, e reforçou que mantém ações de combate ao mosquito, como visitas domiciliares e aplicação de larvicidas. O infectologista René Oliveira alertou que a chikungunya pode causar complicações severas, principalmente em pacientes com doenças preexistentes ou baixa imunidade.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) apontam que, entre janeiro e junho de 2026, Alagoas registrou 467 casos prováveis da doença, sem mortes confirmadas no período. Em 2025, foram 3.833 casos prováveis e um óbito.

A principal forma de prevenção continua sendo eliminar criadouros do Aedes aegypti, evitando água parada em pneus, garrafas e calhas. O uso de repelentes e telas em portas e janelas também é recomendado.