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Casal é investigado por suspeita de furto de bilhete premiado da Mega-Sena em MT

Por Redação 01/07/2026 10h10
Casal é investigado por suspeita de furto de bilhete premiado da Mega-Sena em MT
. - Foto: Reprodução

Um casal de Sinop, a 480 km de Cuiabá, é investigado pela suspeita de furtar um bilhete da Mega-Sena premiado com R$ 29 milhões. O sorteio ocorreu em agosto de 2023, e o caso veio à tona depois que uma funcionária de uma lotérica pediu demissão e o marido dela se apresentou como um dos ganhadores do prêmio.

O valor total do sorteio foi de R$ 116.232.513,11, dividido entre quatro apostas vencedoras. Além de Sinop, bilhetes premiados foram registrados em Fortaleza (CE) e Uberaba (MG), cabendo a cada ganhador pouco mais de R$ 29 milhões.

De acordo com as investigações, a funcionária teria imprimido um bilhete com defeito para uma cliente no dia do sorteio. Como o comprovante apresentou problema, ela emitiu um novo bilhete com os mesmos números e o entregou à apostadora. O bilhete defeituoso, porém, não foi cancelado e acabou guardado no cofre da empresa.

Após a divulgação do resultado, a suspeita retirou o bilhete com defeito do cofre. Imagens de câmeras de segurança mostram a funcionária e uma colega comemorando ao ver o papel, momento em que ela teria dito que iria até a Caixa Econômica e pediu que a parceira cobrisse seu expediente.

No dia seguinte, a mulher e o marido pediram demissão. Ele então se apresentou como ganhador do prêmio. Desconfiados, os proprietários da lotérica acionaram a Polícia Civil, e o Ministério Público denunciou o casal pelo crime de furto qualificado por abuso de confiança.

A defesa do casal tentou transferir o processo para a Justiça Federal, argumentando que, por o prêmio ser pago pela Caixa Econômica, haveria interesse da União no caso. Eles também pediram a suspensão do processo criminal até que a Justiça decidisse quem é o verdadeiro dono do bilhete.

No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o pedido. A decisão entendeu que a suposta vítima do crime é a lotérica, uma empresa privada, e não a Caixa. Segundo o tribunal, o saque do prêmio seria apenas uma consequência do suposto furto, o que não altera a competência para julgar o caso.

Com isso, o processo permanece na Justiça Estadual, onde a investigação por suspeita de furto qualificado segue em tramitação.