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Operação faz buscas contra BRB, Secretaria de Economia do DF e PicPay
TCDF aponta cobrança irregular de R$ 80 milhões em folha do DF e suspende contrato com PicPay
O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) suspendeu, em março de 2026, o contrato do PicPay com o governo local após identificar suspeitas de cobranças irregulares nos contracheques dos servidores. Entre agosto de 2024 e agosto de 2025, mais de R$ 80 milhões foram descontados sob a rubrica de "taxas" – montante que, segundo o órgão, configura juros disfarçados.
A operação teve início em 8 de agosto de 2024, com um decreto da Secretaria de Economia, então comandada por Ney Ferraz. Seis dias depois, o banco digital do grupo J&F formalizou interesse em assumir a folha (antes operada pelo BRB) e passou a oferecer adiantamento salarial.
Apesar de o PicPay divulgar a operação como "sem juros", o TCDF apontou que a "taxa de antecipação" tem natureza de custo do crédito, caracterizando-se como juro. Após a manifestação, o vínculo foi suspenso. A Secretaria de Economia afirmou que está colaborando integralmente com as investigações, prestando acesso a documentos e instalações.

