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PM aposenta tenente-coronel acusado de matar a esposa com salário integral de R$ 22 mil”

Oficial responderá por feminicídio em liberdade provisória, mas continuará recebendo proventos da corporação

Por Redação 11/06/2026 09h09
PM aposenta tenente-coronel acusado de matar a esposa com salário integral de R$ 22 mil”
. - Foto: Reprodução

A Polícia Militar de São Paulo publicou no Diário Oficial do estado, nesta quarta-feira (10), o decreto que oficializa a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu no processo que apura a morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana. O oficial passará para a reserva e continuará recebendo seus proventos integrais.

O ato, assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior, atende a um pedido do próprio tenente-coronel. A transferência para a reserva já havia sido publicada em 2 de abril, mas foi confirmada nesta semana.

Geraldo Neto é acusado de matar Gisele com um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal, no bairro do Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Preso preventivamente em 18 de março, em São José dos Campos, ele atualmente está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

Segundo o secretário executivo da Segurança Pública de São Paulo, coronel Henguel Ricardo Pereira, o tenente-coronel parou de receber o salário da corporação no momento da prisão. Com a aposentadoria, no entanto, ele voltará a ter direito aos vencimentos integrais.

A defesa do oficial sustenta que Gisele teria cometido suicídio após ser informada de que o marido queria a separação. Já as investigações da Polícia Civil apontam para feminicídio e fraude processual. O Ministério Público de São Paulo já solicitou à Secretaria de Segurança Pública e à PM esclarecimentos sobre a aposentadoria do tenente-coronel.