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Funcionário do IML que fez Pix de celular de morto usou nome falso e seguiu trabalhando após denúncia, diz viúva

Por Redação 11/06/2026 09h09
Funcionário do IML que fez Pix de celular de morto usou nome falso e seguiu trabalhando após denúncia, diz viúva
. - Foto: Reprodução

A esposa de um motociclista morto em acidente, no litoral de São Paulo, denunciou que o funcionário do Instituto Médico Legal (IML) acusado de roubar o celular do marido e fazer um Pix de R$ 7 mil para si mesmo usou um nome falso para atendê-la dias depois do crime.

Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, foi preso preventivamente na última segunda-feira (8). Ele trabalha como atendente de necrotério no IML de Santos e é investigado por peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de provas.

A vítima morreu na madrugada do dia 15 de maio, após bater a moto em um poste na Avenida Mário Covas. No dia 24 de maio, a viúva foi até o banco para encerrar a conta do marido e descobriu uma transferência via Pix feita às 6h49 – horário em que ele já estava morto. O dinheiro foi para a conta de Daniel.

Ao perceber que o destinatário era funcionário do IML, a mulher registrou boletim de ocorrência. Ela contou que, dias depois, voltou ao instituto para retirar um documento e foi atendida por um homem que se identificou como “Fábio”. Desconfiada pelas características físicas, ela percebeu que se tratava do mesmo suspeito.

“Ele foi tão sangue frio ao ponto de nos atender e não esboçou reação nenhuma. Era como se estivesse atendendo uma pessoa normal”, disse a viúva em entrevista à TV Tribuna.

Ela também afirmou que o celular do marido foi entregue pela polícia já danificado e com o aplicativo WhatsApp sem histórico de mensagens. A última visualização no aplicativo foi às 8h22 do dia da morte – quase duas horas depois do Pix.

A defesa de Daniel não foi localizada para comentar o caso. A Polícia Civil informou que a Corregedoria investiga as denúncias e que a Superintendência da Polícia Técnico-Científica acompanha o caso e adota medidas disciplinares cabíveis.

A viúva espera que o funcionário seja exonerado e responsabilizado pelo prejuízo. “Espero que a justiça seja feita”, afirmou.