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Suspeita de torturar animais e vender vídeos é liberada após depoimento em SP

Por Redação 29/05/2026 11h11
Suspeita de torturar animais e vender vídeos é liberada após depoimento em SP
. - Foto: Reprodução

Daiana Schuinsekel de Almeida, investigada por gravar cenas de tortura contra animais e comercializar os vídeos em redes sociais, deixou a delegacia em liberdade na noite de quinta-feira (28). Ela prestou depoimento à 3ª Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente, no centro da capital paulista, após cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e pela defesa da suspeita. Inicialmente, havia informação de que Daiana teria sido presa, mas a polícia corrigiu a versão e afirmou que ela apenas foi encaminhada para prestar esclarecimentos.

De acordo com as investigações, a denúncia partiu de uma ONG da Bulgária, que relatou à polícia brasileira que a mulher gravava torturas contra coelhos e pintinhos. Os conteúdos eram vendidos em plataformas como o Discord por valores entre 20 e 50 euros.

Na casa da suspeita, localizada no bairro da Bela Vista, os agentes apreenderam sapatos que teriam sido usados nas gravações. As imagens mostram uma mulher, identificada como Daiana, nua, pisando em animais filhotes com saltos altos e tênis de plataforma. A CNN Brasil informou que não divulgará o conteúdo.

Fontes ligadas à apuração afirmaram que, no momento da abordagem, Daiana confessou a autoria dos vídeos, mas disse que se tratava de material antigo. Quando questionada sobre o paradeiro dos animais, ela preferiu ficar em silêncio.

Na delegacia, os policiais não encontraram elementos que configurassem flagrante, o que motivou a liberação da investigada. A defesa de Daiana afirmou que ela "nunca foi presa" e que compareceu voluntariamente para esclarecer os fatos.

A SSP informou, em nota, que as diligências continuam e que os objetos apreendidos foram encaminhados para perícia. Daiana responde pelos crimes de maus-tratos, zoosadismo e comercialização de vídeos de violência contra animais.

O Discord, plataforma usada para a venda do conteúdo, afirmou que mantém políticas rigorosas contra abuso de animais e dispõe de sistemas de fiscalização e moderação.