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Polícia investiga venda de atestados médicos falsos na internet em Maceió
A Polícia Civil de Alagoas investiga um esquema criminoso que utiliza o WhatsApp para vender atestados médicos falsos com o nome da UPA do Trapiche da Barra e de uma médica que atende na unidade.
Os golpistas emitem os documentos fraudulentos mediante pagamento via Pix. Os valores cobrados não foram divulgados. A fraude foi descoberta quando a unidade de saúde identificou o uso indevido do nome da UPA, do endereço e do número de registro da profissional no Conselho Regional de Medicina (CRM).
De acordo com o delegado Sidney Tenório, a produção e a comercialização desses atestados configuram três crimes: uso de falsa identidade, exercício ilegal da Medicina e falsificação de atestado médico. Somadas, as penas podem ultrapassar cinco anos de reclusão.
O delegado alerta que quem compra o documento também comete crime. O uso de atestado falso pode levar a até três anos de prisão, além de ser motivo para demissão por justa causa.
A UPA do Trapiche informou que já adotou as medidas cabíveis e que possui um procedimento padrão para verificar a autenticidade de atestados. Empresas que desejarem validar documentos emitidos pela unidade devem fazer a solicitação ao setor administrativo.
Até o momento, não houve prisões.

