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Justiça mantém professor preso por suspeita de abuso contra alunas em Murici

Decisão prorroga prisão temporária do educador, que teria cometido crimes contra crianças em escola municipal da Zona da Mata

Por Redação 22/05/2026 09h09 - Atualizado em 22/05/2026 14h02
Justiça mantém professor preso por suspeita de abuso contra alunas em Murici
. - Foto: Reprodução

A Justiça de Alagoas determinou a prorrogação da prisão temporária por mais 30 dias do professor suspeito de estupro de vulnerável no município de Murici, na Zona da Mata. A decisão, assinada pela juíza Paula de Goes Brito Pontes na última terça-feira (19), atende a pedido do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) para dar continuidade às investigações sem riscos de interferência.

De acordo com o Procedimento Investigatório Criminal (PIC), o educador teria se aproveitado do cargo em uma escola da rede municipal para praticar abusos sexuais contra alunas crianças, que se encontravam em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Ida e volta na Justiça

O mandado de prisão inicial foi cumprido no dia 16 de abril. No entanto, no dia 29 do mesmo mês, um desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) revogou a medida em decisão monocrática. Dias depois, o próprio colegiado do TJ/AL derrubou a liminar e determinou o retorno do suspeito ao sistema prisional.

Com o prazo da prisão temporária próximo do vencimento, o MPAL solicitou a renovação, e a magistrada acatou o pedido. As autoridades consideram a manutenção da custódia fundamental para a colheita de depoimentos e a realização de novas diligências.

Força-tarefa entre promotorias

O caso é conduzido de forma integrada entre a Promotoria de Justiça de Murici e a 39ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital. A promotora Ilda Regina Reis responde pela coordenação local, com apoio especializado do promotor Cyro Blatter, lotado na capital.

O trabalho conjunto tem como objetivos proteger as vítimas e agilizar o processo criminal diante da gravidade das denúncias apresentadas pelas famílias.

Os promotores reforçam que o sigilo das investigações será mantido para preservar a identidade e a integridade psicológica das supostas vítimas. Canais de denúncia estão disponíveis no site do MPAL.