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STF valida por unanimidade Lei da Igualdade Salarial entre homens e mulheres
Decisão do Supremo considera constitucional a norma que obriga empresas a divulgarem relatórios de transparência salarial
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (14), por unanimidade, que a Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres é constitucional. A lei, sancionada em julho de 2023, segue valendo e deve ser cumprida pelas empresas.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a diferença de salário entre gêneros é uma “flagrante discriminação”. “Homens recebem muito mais pelo exercício exatamente das mesmas funções, não por serem mais competentes, mas simplesmente por serem homens”, disse.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, comemorou a decisão. “É uma vitória para as mulheres brasileiras e para a construção de um mercado de trabalho mais justo. A decisão unânime reafirma que igualdade salarial não é só um princípio — precisa se concretizar na vida das trabalhadoras”, declarou.
A lei se aplica a empresas com 100 funcionários ou mais. Elas precisam divulgar relatórios de transparência salarial a cada seis meses e adotar medidas contra a discriminação. Quem descumprir pode ser punido.
O ministro Flávio Dino destacou a importância de garantir que a lei não vire apenas “mais uma sem efetividade prática”. Para ele, o tribunal precisa fortalecer a segurança jurídica da norma.
A decisão foi acompanhada pelos ministros Cristiano Zanin, Nunes Marques e André Mendonça.

