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Governo Lula acaba com a 'taxa das blusinhas' em compras internacionais de até US$ 50; preços devem cair

Por Redação 13/05/2026 09h09
Governo Lula acaba com a 'taxa das blusinhas' em compras internacionais de até US$ 50; preços devem cair
Imagem ilustrativa - Foto: Reprodução

O governo federal anunciou o fim da chamada "taxa das blusinhas" – o imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. A medida foi publicada no "Diário Oficial da União" nesta terça-feira (12) e entrou em vigor imediatamente.

Com a mudança, as compras de até US$ 50 pagarão apenas o ICMS, imposto estadual que varia entre 17% e 20% dependendo do estado. Na prática, os produtos importados ficarão mais baratos.

Exemplo prático: uma compra de US$ 50 (cerca de R$ 245) que antes custava ao consumidor US$ 72,29 (R$ 354) com os dois impostos, agora sai por US$ 60,24 (R$ 295). A diferença é de aproximadamente R$ 59.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a redução nos preços deve ser imediata. "O efeito tende a ser imediato, com produtos importados ficando mais baratos sem a incidência desse imposto", disse Marcos Praça, da ZERO Markets Brasil.

Impacto para a indústria nacional

Por outro lado, a decisão gerou críticas de entidades do setor têxtil. A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) classificou a medida como um "grave retrocesso econômico" e um "ataque direto à indústria e ao varejo nacional". O argumento é que o imposto funcionava como uma proteção para empresas brasileiras, dificultando a entrada de produtos asiáticos mais baratos.

Histórico da taxa

Criada em agosto de 2024, a "taxa das blusinhas" estabeleceu o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de pequeno valor. Em 2025, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com a cobrança. Nos primeiros quatro meses de 2026, a arrecadação já havia chegado a R$ 1,78 bilhão – recorde para o período.

O fim da tributação foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo Ministério da Fazenda, e atende a críticas de consumidores que reclamavam do encarecimento dos produtos importados.