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Produtor de festival de música negra sem negros já havia se autocontratado com dinheiro público

Por Redação 30/04/2026 09h09
Produtor de festival de música negra sem negros já havia se autocontratado com dinheiro público
Luciano Pontes Garcia - Foto: Reprodução



O produtor por trás do Festival de Música Negra, evento que gerou polêmica no último fim de semana pela baixíssima presença de artistas negros, acumula outras controvérsias envolvendo recursos públicos.

Luciano Pontes Garcia, conhecido artisticamente como Luciano Ibiapina, é presidente da Associação Brasiliense e Promoção à Cultura, Diversidade e Formação (ABC-DF), entidade responsável pelo festival. Segundo reportagens do Metrópoles, ele já havia sido apontado em situações de suposto conflito de interesses.

Em junho de 2023, a associação presidida por Luciano recebeu R$ 3 milhões da Secretaria de Cultura do Distrito Federal para administrar os desfiles das escolas de samba da capital. O problema é que a entidade compartilhava o mesmo CNPJ do Grêmio Recreativo Carnavalesco de Vicente Pires (Gruvipi), escola vencedora do grupo de acesso naquele ano. Coube à associação pagar os jurados, que deram o título ao Gruvipi.

Após a polêmica, o antigo Instituto Candango de Política Social e Econômica Criativa (ICPec) mudou de nome para ABC-DF. Luciano, na época, defendeu-se dizendo que o Tribunal de Contas do DF não encontrou ilegalidade.

Em dezembro de 2021, outra situação chamou a atenção: Luciano Ibiapina contratou a si mesmo para se apresentar no projeto “Brasília Viva Live Show”, realizado virtualmente por conta da pandemia. O então ICPec recebeu R$ 567 mil por meio de um termo de fomento. No evento, o próprio produtor fez um show de uma hora e recebeu cachê de R$ 15 mil.