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São Paulo (SP): Hapvida nega home care a paciente com ELA na UTI por 150 dias

Paciente com ELA luta na Justiça por home care contra plano de saúde em SP

Por Redação 25/04/2026 11h11
São Paulo (SP): Hapvida nega home care a paciente com ELA na UTI por 150 dias
Izabel Peralta Fortunato, de 54 anos - Foto: Reprodução

Há mais de 150 dias internada na UTI, Izabel Peralta Fortunato, de 54 anos, aguarda autorização do plano Hapvida para receber tratamento domiciliar especializado. Diagnosticada com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em 2024, a paciente chamada carinhosamente de Bela se comunica por movimentos dos olhos: "Não quero morrer. Ainda preciso brincar com meu neto".

A família enfrenta disputa judicial desde o ano passado. A Justiça determinou que a operadora forneça o home care, mas a Hapvida alega que Bela não tem condições clínicas para deixar o hospital. Especialistas rebatem: o ambiente hospitalar aumenta riscos de infecções e complicações.

Durante a internação, Bela teve pneumonia e trombose. Chegou a esperar seis horas num corredor até ser atendida. Um erro no prontuário registrou a ELA como doença curável, o que poderia ter sido usado para negar tratamento.

O custo mensal do atendimento domiciliar adequado varia entre R$ 50 mil e R$ 60 mil. Sem resposta da Hapvida, a família agora busca por conta própria uma clínica especializada, respaldada por decisão judicial.