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Atirador mata oito crianças em Louisiana em ataque de violência doméstica
Um homem matou oito crianças em um ataque a tiros na madrugada de domingo na cidade de Shreveport, no estado americano da Louisiana. Entre as vítimas estavam sete filhos do atirador e uma criança sem parentesco com ele.
As autoridades identificaram o suspeito como Shamar Elkins. Ele morreu após ser perseguido e baleado pela polícia.
Os disparos começaram por volta das 5h da manhã (10h no horário de Greenwich). Segundo a polícia, Elkins primeiro atingiu uma mulher na rua e depois entrou em duas casas próximas, onde matou as oito crianças. As vítimas tinham idades entre 1 e 14 anos.
Duas mulheres adultas, incluindo a mãe das crianças, ficaram gravemente feridas e estão em estado crítico. Uma nona criança conseguiu pular do telhado de uma das residências e foi levada ao hospital.
A polícia informou que uma das vítimas correu até uma casa vizinha e chamou as autoridades.
Familiares disseram à imprensa americana que Elkins e sua esposa estavam em processo de separação. O cunhado do atirador, Troy Brown, afirmou ao jornal The Washington Post que Elkins vinha agindo como se "estivesse perdendo a cabeça" desde a primeira briga sobre o divórcio.
O casal teria audiência marcada para a segunda-feira, segundo uma prima de uma das mulheres feridas.
O chefe de polícia de Shreveport, Wayne Smith, disse que não consegue imaginar "como um evento desses pôde ocorrer". O prefeito Tom Arceneaux classificou a tragédia como "talvez a pior situação que já vivemos em Shreveport".
O governador da Louisiana, Jeff Landry, afirmou estar "com o coração partido" e pediu orações pelas famílias.
Este é o massacre mais letal nos Estados Unidos desde janeiro de 2024, quando oito pessoas morreram em Joliet, Illinois. O conselheiro municipal Grayson Boucher destacou que mais de 30% dos homicídios na cidade já estavam relacionados à violência doméstica — e que esse número agora subiu.
"Mais que dobramos o número de homicídios em Shreveport por causa de um único ato de violência doméstica", afirmou Boucher.

