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Policial é promovida a soldado duas semanas após matar mulher em São Paulo

Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, foi efetivada no cargo enquanto ainda responde a investigações por homicídio

Por Redação 18/04/2026 08h08
Policial é promovida a soldado duas semanas após matar mulher em São Paulo
. - Foto: Reprodução

São Paulo – A Polícia Militar do Estado de São Paulo promoveu a soldado a policial Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, exatamente duas semanas após ela ter disparado e matado a trabalhadora Thawanna da Silva Salmazio, de 31 anos. A promoção foi publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (17).

Yasmin ocupava a função de Soldado PM 2ª Classe – estágio inicial da carreira – e passou a ser enquadrada como Soldado PM. Na prática, segundo a corporação, a mudança representa a formalização da efetivação do policial dentro do estágio previsto para novos integrantes, não uma ascensão hierárquica imediata.

A policial havia sido aprovada no concurso da PM em novembro de 2024, tomou posse em janeiro de 2025 e estava há cerca de três meses em estágio supervisionado, fase em que o aluno já atua em atividades práticas nas ruas. No momento do disparo, ela não utilizava câmera corporal.

Thawanna foi baleada no peito no dia 3 de abril, no bairro de Cidade Tiradentes, zona leste da capital paulista. Segundo relatos, a situação começou quando ela questionou a conduta de uma viatura após quase ser atingida pelo veículo – conduzido pelo próprio policial que dirigia. Uma discussão por um esbarrão no retrovisor evoluiu para uma abordagem.

Imagens registraram o momento do disparo. A PM afirmou que a policial atirou após uma suposta agressão. Após o tiro, Thawanna aguardou cerca de 30 minutos pelo socorro, mas não resistiu aos ferimentos. Ela deixou um filho de 5 anos.

Investigação e reações

Yasmin foi afastada das funções operacionais e é investigada pela Corregedoria da PM e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.

O caso tem gerado indignação nas redes sociais e entre movimentos sociais. Internautas criticaram a efetivação durante o período de apuração.