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Lagoinha afasta pastor acusado de abusos sexuais contra fiéis em MG
O pastor atuava como líder de um grupo de jovens em uma unidade de BH e, segundo investigação, usava sua posição para manipular vítimas
A Igreja Batista da Lagoinha afastou um pastor investigado por suspeita de abusos sexuais contra adolescentes em uma unidade de Belo Horizonte. O caso é apurado pela Polícia Civil de Minas Gerais.
O então pastor atuava como líder de um grupo de jovens da unidade do bairro São Geraldo, na região leste da capital. Ele é investigado por aliciamento e condutas impróprias envolvendo menores. O religioso não teve a identidade revelada, pois o inquérito tramita sob sigilo.
Segundo as investigações, o pastor teria se aproveitado da posição e da proximidade com as vítimas para ganhar confiança e cometer os abusos. A Lagoinha afirma que, após saber dos fatos, afastou o religioso “imediatamente de todas as funções”, além de ter proibido ele de frequentar a unidade e de manter contato com os adolescentes.
“A denúncia foi recebida na terça-feira, 27 de janeiro, por volta das 20h. Na manhã de quarta-feira, 28 de janeiro, às 7h, a liderança ouviu pessoalmente as famílias e vítimas, orientando a imediata busca pelas autoridades competentes e disponibilizando apoio pastoral, psicológico e orientação jurídica”, diz a nota da Igreja.
As denúncias apontam abordagens distintas. Em um dos casos, o contato teria começado em um grupo de estudos religiosos e evoluído para o envio de conteúdos íntimos por mensagens. No outro, os episódios teriam ocorrido dentro da própria unidade religiosa, com relatos de aproximações físicas indevidas.
A igreja declarou ainda que repudia “de forma absoluta qualquer prática contra a dignidade de crianças e adolescentes” e afirmou estar à disposição para colaborar com as investigações.
O caso está em fase de inquérito conduzido pela Polícia Civil, e os adolescentes e familiares já prestaram depoimento.

