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Supergripe já causa mortes em Alagoas e acende alerta para vacinação
Casos de Influenza A crescem no país, e especialistas reforçam que imunização é a principal forma de prevenção
Alagoas já registrou duas mortes por Influenza A — conhecida popularmente como “supergripe” — em 2026, segundo dados da Fiocruz. Os óbitos foram contabilizados entre janeiro e o fim de março, em meio ao avanço da circulação do vírus no país.
No cenário nacional, foram confirmadas 187 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas ao vírus no mesmo período. O aumento chama atenção: houve crescimento de 36,9% nos óbitos em apenas quatro semanas.
Apesar do termo “supergripe”, especialistas explicam que a variante atual do vírus Influenza A (H3N2) não é mais letal que outras já conhecidas, mas tem maior capacidade de transmissão, o que eleva o número de casos.
Entre os principais sintomas estão febre alta logo no início da infecção, dor de garganta, tosse, calafrios, dores no corpo, náuseas e desidratação — que pode ocorrer de forma mais rápida em comparação a outras gripes.
Diante do avanço da doença, autoridades de saúde reforçam que a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. O imunizante aplicado no Brasil é atualizado anualmente e protege contra as variantes em circulação, incluindo a atual cepa.
Além de reduzir o risco de infecção, a vacina também diminui as chances de agravamento da doença, internações e mortes.
Com a proximidade do período de maior circulação de vírus respiratórios, a orientação é que a população — especialmente os grupos mais vulneráveis — procure os postos de saúde para se imunizar o quanto antes.

