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Avó e neto mortos pelo avô serão sepultados nesta segunda (5/4)

Por Redação 06/04/2026 10h10 - Atualizado em 06/04/2026 12h12
Avó e neto mortos pelo avô serão sepultados nesta segunda (5/4)
. - Foto: Reprodução

Corpos de Tertulia Bezerra da Silva Sousa, 63, e Davi Correia de Sousa, 13, foram encontrados dentro de casa com golpes de picareta; autor do crime, marido da idosa e avô do adolescente, foi achado enforcado no quintal

Águas Lindas (GO) – Os corpos de Tertulia Bezerra da Silva Sousa, de 63 anos, e do neto Davi Correia de Sousa, de 13, serão velados e sepultados nesta segunda-feira (5/4) no Cemitério Parque de Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal. Avó e neto foram mortos dentro de casa, com golpes de picareta, na madrugada de sexta-feira (3/4), no bairro Jardim Laranjeiras.

O velório está previsto para começar às 10h. O sepultamento ocorrerá na sequência, às 11h. As vítimas serão veladas juntas.

O autor do crime, um homem de 64 anos — marido de Tertulia e avô de Davi — foi encontrado morto horas depois, no quintal da residência, com sinais de enforcamento. Dentro da casa, os corpos da idosa e do adolescente foram localizados em cômodos diferentes.

A única sobrevivente da família é Lúcia Carreiro, de 43 anos, filha do casal e mãe do adolescente. Ela estava viajando para o Ceará no momento do crime e recebeu a notícia por telefone. O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás como feminicídio e homicídio seguido de suicídio.

Segundo Lúcia, todos viviam no mesmo lote, mas em casas separadas. Ela morava com o filho em um dos imóveis, enquanto os pais residiam na casa ao lado. Muito apegado aos avós, o adolescente ficou sob os cuidados deles enquanto a mãe viajava.

“É muito chocante. Um dia você tem sua família ali, tudo normal, e no outro não tem mais ninguém. Acabaram os cafés da tarde com a minha mãe e a rotina de arrumar meu filho para a escola. Voltei para casa e encontrei um vazio”, declarou.

Dona de casa, Tertulia foi descrita pela filha como uma mulher dedicada ao lar. Já Davi, estudante, gostava de jogar bola e videogame com os primos. Segundo a mãe, ele tinha sonhos para o futuro: na infância, dizia que queria ser policial; mais velho, passou a afirmar que desejava ser jogador de futebol.

Abalada, Lúcia relatou que o pai enfrentava depressão e problemas com o consumo de álcool, o que preocupava a família. “Ele andava bebendo, e minha mãe sempre pedia para ele parar. Mas fazia dois dias que ele não estava bebendo. Todos nós éramos contra a bebida dele”, disse.