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Alunos de escola particular são suspensos após criarem lista de colegas “mais ou menos estupráveis” em São Paulo

Por Redação 20/03/2026 10h10
Alunos de escola particular são suspensos após criarem lista de colegas “mais ou menos estupráveis” em São Paulo
. - Foto: Reprodução

A Polícia Civil investiga um caso de violência de gênero praticado por alunos do 9º ano de um colégio particular na zona oeste de São Paulo. Os adolescentes, com idades entre 13 e 15 anos, foram suspensos após criarem um grupo no WhatsApp onde classificaram colegas como “mais ou menos estupráveis” e compartilharam figurinhas relacionadas a Jeffrey Epstein, conhecido por crimes de exploração sexual de menores.

O caso veio à tona quando as alunas afetadas tiveram acesso ao conteúdo, confrontaram os colegas e comunicaram a coordenação da escola, no último dia 11 de março. No dia seguinte, as estudantes realizaram um protesto interno. A instituição confirmou que suspendeu os envolvidos e adotou medidas como acolhimento psicológico às vítimas, conversas educativas e encaminhamento ao Conselho Tutelar.

Em nota, o colégio afirmou que as mensagens são “de caráter misógino” e “ofensivas”, em desacordo com os valores da instituição.

O episódio ocorre em meio a um cenário preocupante. No Rio de Janeiro, cinco jovens respondem pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, o que acende o alerta sobre a violência praticada por adolescentes.

Especialistas apontam que situações como essa mostram a necessidade de uma mudança na abordagem preventiva. Mais do que orientar meninas a se protegerem, é essencial educar meninos sobre respeito, empatia, consentimento e responsabilidade emocional. A ausência desse diálogo, somada à influência de discursos de ódio nas redes sociais, tem contribuído para a normalização da violência contra mulheres desde a adolescência.