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Caso de blackface na Alesp: o que aconteceu e por que a prática é racista?
A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) gerou polêmica ao se pintar de marrom durante uma sessão na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). O ato foi visto por outros parlamentares como racismo e prática de blackface, em um protesto contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
Durante a sessão, Fabiana disse que estava fazendo um protesto e afirmou que, assim como teve privilégios por ser branca, decidiu se maquiar como uma pessoa negra. Ela também fez uma comparação com a identidade de gênero de Erika Hilton, dizendo que se reconhecia como negra e questionando se poderia, então, presidir uma comissão relacionada ao tema.
A deputada Monica Seixas (PSOL) interrompeu a fala, acusando Fabiana de racismo, transfobia e blackface. Ela pediu a suspensão da sessão e da transmissão. A discussão foi interrompida pelo presidente da sessão, que informou que o caso seria encaminhado para análise.
O que é blackface?
Blackface é quando uma pessoa branca pinta a pele para imitar uma pessoa negra. Essa prática é considerada racista porque tem origem em apresentações antigas, especialmente nos Estados Unidos, que ridicularizavam pessoas negras e reforçavam estereótipos negativos.
Mesmo quando não há intenção de ofensa, o blackface é visto como desrespeitoso por repetir esse tipo de representação histórica.

