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Polícia conclui que PM foi morta pelo marido em feminicídio e pede prisão de tenente-coronel

Por Redação 18/03/2026 10h10
Polícia conclui que PM foi morta pelo marido em feminicídio e pede prisão de tenente-coronel
. - Foto: Reprodução

A Polícia Civil indiciou e pediu a prisão do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, 53, pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, 32. O crime ocorreu há um mês no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo.

Inicialmente registrado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita após inconsistências. O corpo foi exumado no dia 7 de março e passou por novos exames no Instituto Médico-Legal.

Laudos da Polícia Técnico-Científica apontaram que Gisele foi imobilizada pelo pescoço, possivelmente desmaiou antes de ser baleada e não apresentou sinais de defesa. A trajetória da bala na cabeça e a profundidade dos ferimentos no pescoço foram decisivas para afastar a hipótese de suicídio.

Peritos concluíram ainda que a cena foi montada pelo marido, com manchas de sangue em locais incompatíveis com um disparo voluntário. Lesões contundentes no rosto e pescoço da vítima indicam marcas de unhas e pressão digital.

O tenente-coronel foi indiciado por feminicídio e fraude processual. O Ministério Público e a Corregedoria da PM também pediram a prisão dele. A Justiça ainda não decidiu sobre o pedido. A defesa do policial não se manifestou.