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CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha, o filho de Lula, em sessão marcada por confusão

Por Redação 26/02/2026 15h03
CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha, o filho de Lula, em sessão marcada por confusão
. - Foto: Reprodução

A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luiz Lula da Silva, o "Lulinha", filho do presidente Lula. A sessão terminou com confusão e agressão física entre parlamentares.

O pedido foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e aprovado em votação simbólica. Governistas tentaram retirar o requerimento da pauta, mas não conseguiram. Insatisfeitos com o resultado, foram tirar satisfação com o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), gerando tumulto.

Durante a confusão, o deputado Luiz Lima (PL-RJ) levou um soco no rosto do deputado Rogério Correia (PT-MG). Correia inicialmente pediu desculpas, dizendo ter "reagido ao ser empurrado", mas depois negou a agressão. O Novo anunciou que acionará o Conselho de Ética.

A quebra de sigilo foi motivada por indícios colhidos pela Polícia Federal:

· Mensagens atribuídas a um investigado mencionam repasse de R$ 300 mil ao "filho do rapaz" — expressão que, segundo a PF, seria referência a Lulinha
· Registros mostram Lulinha e outro investigado juntos em Lisboa em novembro de 2024, em voos de primeira classe
· Suspeita de que ele seria "sócio oculto" em empresas de cannabis medicinal financiadas com recursos desviados da Previdência

Oposição: Sergio Moro (União-PR) disse que "a blindagem do Governo Lula falhou". Caroline de Toni (PL-SC) falou em "fim da blindagem".

Governistas: Alencar Santana (PT-SP) acusou a presidência de "sabotar" requerimentos da base. Carlos Viana negou manobra: "No voto, o governo perdeu".

A defesa de Lulinha recorreu ao STF na quarta-feira (25) para ter acesso aos autos, classificando as menções ao nome dele como "fofocas e vilanias".