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Chuva em Minas Gerais: sobe para 49 o número de mortos em Minas Gerais

Por Redação 26/02/2026 09h09
Chuva em Minas Gerais: sobe para 49 o número de mortos em Minas Gerais
. - Foto: Reprodução

Subiu para 49 o número de mortos em decorrência das fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira. De acordo com o novo boletim do Corpo de Bombeiros, divulgado na manhã desta quinta-feira (26), são 47 óbitos confirmados em Juiz de Fora e dois em Ubá. A tragédia, que já é a maior já registrada na história de Juiz de Fora, também deixou 18 pessoas desaparecidas — 16 na cidade e duas em Ubá.

As equipes de resgate trabalham em oito frentes de busca, sendo seis delas concentradas em Juiz de Fora. O trabalho ocorre 24 horas por dia, mas tem sido dificultado pela volta das chuvas intensas. A madrugada desta quinta foi de tensão na região, com novos alagamentos, pontos de deslizamento e famílias precisando deixar suas casas às pressas.

Em Juiz de Fora, a Defesa Civil interditou imóveis e evacuou ruas inteiras nos bairros Graminha e Jardim Natal. As famílias desalojadas foram levadas para uma escola municipal, que virou ponto de acolhimento. A Avenida Rio Branco, principal via da cidade, ficou completamente tomada pela água, e o Rio Paraibuna subiu cerca de quatro metros, transbordando e bloqueando pontos como a Ponte Vermelha e o Mergulhão.

A situação também é grave em Ubá. A cidade registrou 170 milímetros de chuva em apenas três horas, o que provocou a maior inundação dos últimos anos. Imagens impressionantes mostraram caixões sendo levados pela enxurrada, carros arrastados de uma concessionária e idosos resgatados de uma casa de repouso. O Rio Ubá atingiu 7,82 metros.

Em Matias Barbosa, cidade vizinha a Juiz de Fora, o nível da água subiu rapidamente e deixou moradores ilhados. O comércio local foi totalmente inundado, com perda total de estoques. A prefeitura suspendeu os serviços de educação e saúde e decretou estado de calamidade pública.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém dois alertas ativos para a região. O mais grave é o de acumulado vermelho, que indica grande risco de alagamentos, transbordamentos e deslizamentos. O alerta vale até o fim da noite desta sexta-feira (27).

De acordo com o Cemaden, a tragédia foi causada pela combinação de uma massa de ar muito úmida com a passagem de uma frente fria e a temperatura do mar acima do normal — fatores que aumentam a instabilidade e favorecem chuvas extremas e localizadas.