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PRF diz que Nikolas não avisou sobre caminhada e que há “riscos”

Nikolas Ferreira e apoiadores devem percorrer mais de 200 km durante a caminhada, com chegada prevista para este domingo (25/1), em Brasília

Por Metrópoles 21/01/2026 16h04
PRF diz que Nikolas não avisou sobre caminhada e que há “riscos”
. - Foto: Reprodução

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) se pronunciou após a repercussão em torno da “caminhada da liberdade” – movimento liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que saiu de Paracatu (MG) em direção a Brasília (DF), e reúne manifestantes pelas vias.

Além de citar riscos devido ao fluxo de veículos nas rodovias, a PRF informou ao Metrópoles, nesta quarta-feira (21/1), que não houve comunicação prévia sobre o ato. Esta quarta marca o terceiro dia da caminhada de Nikolas, que tem previsão de chegar à capital federal neste domingo (25/1).

A mobilização ocorreu em forma de protesto pela “justiça e liberdade” no país, em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos condenados do 8 de Janeiro vítimas de uma “perseguição sistemática”, segundo o deputado mineiro.

Durante todo o trajeto, que ultrapassou a cidade de Cristalina (GO), Nikolas reuniu cerca de 100 pessoas, incluindo bolsonaristas, além de apoiadores, para andar pelo acostamento das rodovias federais, enquanto veículos trafegam pelas vias.

“A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que monitora o deslocamento de parlamentares e populares de Paracatu (MG) em direção a Brasília (DF) pela BR-040”, informou a corporação.
Segundo a PRF, o monitoramento dos manifestantes será contínuo, no entanto, não houve aviso para os órgãos de segurança viária se organizarem e garantirem a proteção dos manifestantes.

O comunicado não é uma proibição, mas o órgão alerta para os riscos aos quais os manifestantes estão expostos, ao caminhar do lado de vias rodoviárias com fluxo de aumento repentino e massivo de veículos.

“Por questões estritamente operacionais e de segurança viária, a PRF ressalta os riscos inerentes ao fluxo extraordinário na via, visto que não houve comunicação prévia do deslocamento junto à autoridade de trânsito, o que impediu o planejamento antecipado de medidas mitigadoras de risco para o trecho”, comunicou a corporação ao Metrópoles, em nota.