Notícias

Prefeito, vice e 11 vereadores são presos em esquema de R$ 56 milhões no Maranhão

Por Redação 27/12/2025 07h07
Prefeito, vice e 11 vereadores são presos em esquema de R$ 56 milhões no Maranhão
Prefeito investigado - Foto: Reprodução

Uma operação do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) prendeu o prefeito, a vice-prefeita e todos os 11 vereadores da cidade de Turilândia, a 300 km de São Luís. Eles são acusados de integrar uma organização criminosa que desviou cerca de R$ 56 milhões dos cofres públicos entre 2021 e 2025.

A Operação Tântalo II, deflagrada na última segunda-feira (22) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), investiga desvios concentrados nas pastas da Saúde e da Assistência Social. Segundo as investigações, o esquema funcionava por meio de empresas fictícias que emitiam notas fiscais sem prestar serviços, com o dinheiro retornando ao grupo político.

O prefeito Paulo Curió (União Brasil), apontado como líder da organização, estava foragido e se entregou à polícia na manhã desta quarta-feira (24) em São Luís. Ele e a vice-prefeita, Tânia Mendes, foram presos preventivamente e encaminhados para a Unidade Prisional de Pedrinhas.

Os 11 vereadores da cidade também tiveram prisão decretada, mas, para não paralisar a administração municipal, a Justiça converteu a prisão preventiva para o regime domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. Com a prisão do prefeito e da vice, o presidente da Câmara Municipal deverá assumir o cargo.

O promotor do GAECO, Fernando Berniz, afirmou que "na Câmara, todos os vereadores faziam parte do esquema, recebendo dinheiro desviado diretamente ou através de parentes". A investigação aponta que os parlamentares recebiam pagamentos para se omitir e não fiscalizar as contas do Executivo.

Além dos gestores e vereadores, a operação também mira empresários e servidores públicos. Cinco vereadores da legislatura anterior, que também são investigados, seguem foragidos.

O caso expõe uma suposta estrutura organizada de corrupção que desviou recursos essenciais, como os da Saúde, em um município do interior maranhense. As defesas dos acusados ainda não se manifestaram publicamente sobre as acusações.