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Bolsonaro já está no quarto e cirurgia não teve intercorrências, dizem médicos

Por Redação 25/12/2025 17h05
Bolsonaro já está no quarto e cirurgia não teve intercorrências, dizem médicos
Ex-presidente Jair Messias Bolsonaro - Foto: Reprodução

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou, na tarde desta quarta-feira (25), que a cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro foi finalizada "com sucesso". A operação, realizada no hospital DF Star, em Brasília, não registrou intercorrências, segundo o comunicado feito por ela em suas redes sociais.

Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral, condição atestada pela perícia médica da Polícia Federal. O procedimento teve início por volta das 9h30. De acordo com a atualização, os sinais vitais do ex-presidente estão dentro da normalidade e agora a equipe médica aguarda o despertar completo da anestesia para dar por concluído o processo. Um boletim médico oficial com mais detalhes deve ser divulgado no final da tarde.

Além do problema tratado, os médicos que acompanham a internação devem avaliar os soluços frequentes que acometem Bolsonaro, que podem chegar a 40 episódios por minuto. Existe a possibilidade de um procedimento complementar para reduzir este incômodo.

A previsão é de que o ex-presidente permaneça internado por cerca de sete dias. Por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, Michelle Bolsonaro foi autorizada a acompanhar o marido durante o período hospitalar. Os filhos também receberam permissão para visitas, conforme as regras da instituição.

Antes da cirurgia, tornou-se pública uma carta escrita à mão por Jair Bolsonaro, datada do dia 23, em que ele oficialmente indica o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu pré-candidato à Presidência da República. No texto, o ex-presidente afirma que a decisão é "consciente e amparada" e representa a entrega do "que há de mais valioso para um pai, o seu filho". A carta foi lida pelo próprio Flávio em frente ao hospital.

Bolsonaro não menciona a cirurgia no documento, mas fala sobre enfrentar "duras batalhas" e pagar um "preço alto com saúde e família" por suas convicções. A iniciativa de se comunicar por cartas partiu de aliados, como uma forma de manter contato com o público durante seu período de prisão na Superintendência da PF, onde está desde novembro.