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Raquel dos Teclados revela diagnóstico de autismo aos 42 anos

Apoiada por Carlinhos Maia, a cantora quebra estereótipos sobre TEA em mulheres nordestinas.

Por Zona10 05/08/2025 15h03
Raquel dos Teclados revela diagnóstico de autismo aos 42 anos
. - Foto: Reprodução

A cantora baiana Raquel dos Teclados, conhecida por sua voz marcante e personalidade forte nos palcos, revelou recentemente ter sido diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aos 42 anos. A descoberta, compartilhada pela artista nas redes sociais, trouxe alívio e respostas para comportamentos e sentimentos que a acompanharam por toda a vida. Em um relato emocionante, Raquel desabafou sobre os rótulos que recebeu ao longo da carreira, como “grossa” ou “difícil”, e afirmou que agora consegue entender melhor a si mesma.

O diagnóstico tardio, comum em mulheres, evidenciou a falta de visibilidade sobre o autismo feminino, muitas vezes mascarado por comportamentos aprendidos para se adaptar a normas sociais. Raquel contou que passou anos se culpando por não se encaixar em determinados ambientes ou por reações consideradas exageradas em algumas situações. Com a revelação, ela também pediu desculpas às pessoas que possam ter se sentido magoadas por atitudes suas, reforçando que hoje compreende melhor suas limitações e necessidades.

A artista também agradeceu ao influenciador Carlinhos Maia, que tem sido um grande apoiador neste processo. Ele, que já havia saído em defesa de Raquel em outras ocasiões, destacou a importância da empatia e da compreensão diante de um diagnóstico que muda completamente a perspectiva sobre a trajetória da cantora. O apoio de fãs e colegas fortaleceu ainda mais o acolhimento do público, que passou a enxergar sua história sob uma nova ótica.

Raquel dos Teclados segue sua carreira com a mesma paixão pela música, mas agora com uma nova missão: dar visibilidade ao autismo em adultos e combater o preconceito em torno do tema. Sua coragem em tornar público o diagnóstico inspira outras pessoas a buscarem entendimento sobre si mesmas e promove debates importantes sobre saúde mental, inclusão e respeito à diversidade neuroatípica.