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Eduardo Bolsonaro admite que discutiu tarifa dos EUA contra o Brasil antes do anúncio de Trump

Por Redação 22/07/2025 11h11
Eduardo Bolsonaro admite que discutiu tarifa dos EUA contra o Brasil antes do anúncio de Trump
Eduardo Bolsonaro admite que discutiu tarifa dos EUA contra o Brasil antes do anúncio de Trump - Foto: .

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista político Paulo Figueiredo admitiram que participaram de reuniões com autoridades do governo norte-americano nas quais foi abordada a possibilidade de os Estados Unidos aplicarem tarifas comerciais contra o Brasil — antes mesmo de o ex-presidente Donald Trump anunciar a medida oficialmente.

A revelação, feita nesta segunda-feira (21) durante participação no podcast “Inteligência Ltda”, contradiz a fala do ex-presidente Jair Bolsonaro, que havia afirmado mais cedo que não teve qualquer envolvimento com a decisão norte-americana.

Segundo Figueiredo, ele e Eduardo foram consultados sobre a medida e chegaram a opinar contrariamente. “Quando essa opção foi discutida com o deputado Eduardo Bolsonaro e nós, demos nossa opinião. Achávamos que aquela não era a melhor abordagem naquele momento. Defendemos sanções mais focadas nos responsáveis diretos pela ditadura”, explicou o jornalista.

Eduardo Bolsonaro acrescentou: “A gente não imaginou que logo no início seria decretada a tarifa. Mas, como o Paulo disse, não somos o presidente dos EUA. Não temos a caneta na mão.”

Apesar da posição inicial, Figueiredo afirmou que hoje acredita que Trump tomou a decisão certa. “Estou 100% convencido de que a tarifa foi o movimento correto para o Brasil”, declarou. Eduardo concordou com a avaliação: “Eu também concordo. Tanto que chamo de Tarifa-Moraes. A tarifa de 50%, a maior dessa rodada, veio como reação à crise institucional que o Alexandre de Moraes está provocando”, afirmou.

O deputado ainda usou um exemplo prático para criticar a medida e destacar o que considera ser a prioridade no debate. “Imagina um entregador por aplicativo sendo taxado em 50%. Quando ele for reclamar, pode ser silenciado. Antes da pauta comercial, vem a liberdade. Sem poder se expressar, dar opinião, você vira um escravo, um cubano. Nós queremos preservar as liberdades da nossa democracia”, concluiu.