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Apreensões de armas disparam, mas o tráfico não dá sinal de recuo em Alagoas
Nos primeiros cinco meses de 2025, as ruas de Alagoas revelaram uma dura realidade: a circulação de armas de fogo segue em alta, e, mesmo com o trabalho intenso da Polícia Militar, o número de apreensões só cresce. Entre janeiro e maio deste ano, 653 armas foram retiradas de circulação em todo o estado, um número superior ao dos dois anos anteriores. O crescimento foi de 2,67% em relação a 2024, quando 636 armas foram apreendidas, e de 13,17% na comparação com 2023, que teve 577 apreensões.
Os dados são da Seção de Estatística e Análise Criminal da PM e escancaram um problema persistente: o fácil acesso a armamentos, principalmente na capital. Maceió lidera o ranking com folga, somando 208 armas apreendidas. Na sequência estão Rio Largo, com 39, e Arapiraca, com 34.
O levantamento também detalha o tipo de arsenal que circula no estado. Revólveres ainda dominam as apreensões, com 298 unidades, seguidos por espingardas (227), pistolas (104), garruchas (15), rifles (5) e até fuzis (2) — armas de guerra, nas mãos de criminosos.
Mesmo diante desse cenário, algumas unidades da PM têm mostrado resultados expressivos no combate ao armamento ilegal. O Batalhão Rotam, que atua em Maceió, foi o que mais retirou armas das ruas, com 114 apreensões. Já no interior, o 3º Batalhão, sediado em Arapiraca, recolheu 54 armas, e o 4º Batalhão, também na capital, contabilizou 40.
O comandante da Rotam, major Helquias Pereira, afirma que o sucesso da tropa se deve ao uso de inteligência, planejamento técnico e treinamento constante. “Os resultados são fruto de uma equipe altamente preparada, que conhece o território e age com estratégia. Seguimos um mapeamento preciso das áreas críticas e estamos sempre um passo à frente, graças ao nosso serviço de inteligência e ao empenho incansável dos nossos operadores”, declarou.
No Agreste, o destaque vai para o Pelotão de Operações Especiais (Pelopes), do 3º BPM. A equipe Delta, comandada pelo sargento Daniel Lessa, foi responsável por retirar nove armas das ruas só neste ano. Com quase duas décadas de atuação na PM, o sargento destaca o trabalho em equipe e o comprometimento como diferenciais nas operações.
Apesar dos avanços nas apreensões, o número crescente de armas ilegais em circulação levanta um alerta: o problema está longe de ser resolvido. Enquanto a criminalidade continuar armada, o desafio para as forças de segurança seguirá sendo diário e implacável.
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