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"Ela arrumava as coisas para ir embora, mas ele não deixava", diz prima de vítima de feminicídio em Murici
O relacionamento era marcado por ciúme e agressões.
Relatos de familiares da jovem Karla Janiere dos Santos, assassinada covardemente a tiros pelo esposo, Jeferson Marcos Timóteo, dentro da loja do casal, em Murici, na tarde dessa terça-feira, 14, denunciam um relacionamento abusivo, marcado por ciúme e agressões que culminaram em um crime de feminicídio.
De acordo com a prima de Janiere, Laura Gomes, a vítima chegou a ser agredida algumas vezes por Jefferson. "Ela arrumava as coisas para ir embora, mas ele não deixava, trancava a casa. Depois prometia que ia mudar, que aquilo não aconteceria mais. Como ela gosta muito dele, ela aceitava e continuava no relacionamento", disse a Laura Gomes.
A prima também contou que Jeferson Marcos Timóteo era um homem muito ciumento. "Ele era muito possessivo, ciumento, não deixava ela vestir roupa curta, nada, a vida da Jane era de casa pro trabalho e do trabalho pra casa", conta Laura.
Segundo ela, Janiere era proibida por Jeferson até mesmo de frequentar academias de ginástica. "Uma vez, ela foi pra academia e quando ela voltou, ele trancou a porta e não deixou ela entrar em casa. Ela ficou um tempão do lado de fora, até me ligou, nós conversamos. Ele não deixava ela sair com ninguém, era só com ele", lembra Laura.
Janiere e Jeferson haviam se mudado há pouco mais de um mês para Murici. A família era contra a mudança. "E eu sempre dizia, Jane, não vai fica aqui. E ele iludiu ela, e levou ela pra lá. Tirou ela da gente, de perto da família dela", lamenta.
*Com TNH1


