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Pesquisa aponta Maceió como a 7ª capital brasileira mais cara para almoçar fora de casa

Confira o ranking completo.

Por Cada Minuto 28/10/2023 18h06
Pesquisa aponta Maceió como a 7ª capital brasileira mais cara para almoçar fora de casa
Precinho salgado: pesquisa aponta Maceió como a 7ª capital brasileira mais cara para almoçar fora de casa; confira o ranking - Foto: Internet/Reprodução

Uma pesquisa realizada pela Mosaiclab, empresa de inteligência de mercado do grupo Gouvêa Ecosystem, revelou que o trabalhador brasileiro gasta, em média, cerca de R$ 46,60 quando deseja almoçar fora de casa. Os dados divulgados pela pesquisa Preço Médio da Refeição Fora do Lar apontam que o valor representa 14,7% a mais do que foi registrado em 2022, levando em consideração a categoria self-service, restaurantes por quilo e à la carte.

Com base nos dados obtidos, três capitais brasileiras surgem com os preços mais altos na hora de fazer uma refeição completa (prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café): Florianópolis, que tem a média mais alta, em R$ 56,11. Rio de Janeiro, com R$ 53,90 e São Paulo, com R$ 53,12, surgem logo em seguida.

Ainda nesta pesquisa, encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT), Maceió surge como a sétima capital brasileira mais cara para se comer fora de casa, com a média de R$ 48,84, sendo a terceira com o custo mais elevado na região Nordeste.

De acordo com os dados, acima da capital alagoana, além das três primeiras citadas anteriormente, Natal, com gasto médio de R$ 51,86, Campo Grande, com média de R$ 49,17, e Recife, no valor de R$ 49,13, encorpam a lista.

A pesquisa revela que, dentro dos parâmetros analisados, a despesa mensal chaga a ultrapassar os R$ 1.000,00, ou seja, 35% do salário médio. O aumento anual divulgado ficou acima da inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 meses, no valor de 5,19%, conforme dados colhidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Se por um lado a alimentação domiciliar registrou queda de 0,78%, comer fora de casa representa um aumento de 5,42% dentro do mesmo período analisado, de acordo com o IPCA de setembro.

Se levar em conta o gasto por região, o Nordeste ocupa a segunda colocação, com R$ 43,55, ficando atrás apenas da região Sudeste (R$ 49,33) entre as regiões. Para nível de comparação, a média geral tem o nível nacional com média de R$ 46,60.

Confira abaixo os valores de todas as capitais brasileiras, regiões e o gasto por categoria:


Preços por região

Brasil – R$ 46,60

Sudeste – R$ 49,33

Nordeste – R$ 43,55

Sul – R$ 42,81

Norte – R$ 42,29

Centro-Oeste – R$ 41,75



Nas capitais


Florianópolis – R$ 56,11

Rio de Janeiro – R$ 53,90

São Paulo – R$ 53,12

Natal – R$ 51,86

Campo Grande – R$ 49,17

Recife – R$ 49,13

Maceió – R$ 48,84

Vitória – R$ 48,79

Palmas – R$ 47,79

Salvador – R$ 46,43

Curitiba – R$ 43,42

Manaus – R$ 42,85

Cuiabá – R$ 42,63

João Pessoa – R$ 42,52

Brasília – R$ 41,45

São Luís – R$ 40,50

Aracaju – R$ 39,68

Fortaleza – R$ 37,55

Porto Alegre – R$ 37,20

Belém – R$ 36,94

Goiânia – R$ 33,33

Teresina – R$ 33,22

Belo Horizonte – R$ 32,69



Gasto por categoria


À la carte – R$ 80,48

Executivo – R$ 50,51

Autosserviço (quilo ou bufê com preço fixo) – R$ 43,24

Comercial (prato feito) – R$ 34,30



Metodologia


A pesquisa foi realizada entre os meses de junho a agosto de 2023, em 4.516 estabelecimentos comerciais, contabilizando 22 Estados e o Distrito Federal. Ao todo foram colhidos 5.470 preços de pratos em locais que servem refeições no horário do almoço, de segunda a sexta-feira. Em 2022, a apuração foi feita entre fevereiro e abril.

O cálculo do preço médio considerou uma refeição completa, que inclui o prato principal, bebida sem álcool, sobremesa e café.

Conforme dados do IBGE, levando em conta o salário médio de R$ 2.921,00 na data em que a pesquisa foi feita, em junho de 2023, para se alimentar fora de casa, o trabalhador gasta cerca de R$ 1.025,20 por mês, algo em torno de 35% do seu salário médio.

Também foram analisadas quatro categorias de refeições: à la carte, executivo, autosserviço (por quilo e/ou bufê com preço fixo) e comercial (prato feito).

*estagiário com supervisão da editoria