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Alagoas é o Estado com menos casos confirmados de varíola no Nordeste
Levantamento do Ministério da Saúde mostra que Alagoas é o estado da região Nordeste com menor número de casos confirmados de monkeypox. Até agora, os municípios registraram quatorze casos. Na região Nordeste, os três estados com mais ocorrências da monkeypox são Ceará, Pernambuco e Bahia, respectivamente, com 397; 164 e 116.
Em todo Brasil já são 8.621 pessoas identificadas com a doença. Em relação aos óbitos, oficialmente, ocorreram um em São Paulo, dois em Minas Gerais e três no Rio de Janeiro. Os dados foram atualizados no fim da tarde de quintafeira (13).
De acordo com o boletim da Sesau, até esta sexta-feira (14), foram notificados 382 casos suspeitos de Monkeypox, dos quais, 14 (3,7%) casos foram confirmados e 05 casos prováveis (1,3%) e 42 (11%) encontram-se em investigação. Além disso, verifica-se que o município de Maceió é o que possui o maior quantitativo de casos (221; 57,9%) seguido de Arapiraca (29; 7,6%) e Delmiro Gouveia com (14; 3,7%) respectivamente. Já os 14 casos confirmados até agora estão em Maceió (11); Viçosa (1) e Murici (2).
Segundo a Sesau, quanto ao perfil dos casos confirmados, o sexo masculino corresponde a 86% dos casos e a faixa etária predominante dos casos confirmados é de 20-29 anos, representando 42,9%. TRANSMISSÃO Nesta sexta-feira (14), pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de outros centros brasileiros de pesquisa relataram o caso de duas enfermeiras que teriam sido contaminadas pela varíola dos macacos (Monkeypox), a partir do contato com superfícies contaminadas.
As profissionais da saúde não tiveram contato, sem proteção, com o paciente infectado, mas contraíram a doença. A principal hipótese é de que tocaram em algo que estava contaminado. O estudo foi publicado como preprint — aguarda a revisão por outros pares — na revista científica Emerging Infectious Diseases. Diante da descoberta, os autores recomendam novos protocolos de segurança para profissionais da saúde que lidam com pacientes da varíola dos macacos.
Vale lembrar que, até o momento, a transmissão da Monkeypox por superfícies contaminadas não foi encarada como um risco à saúde. Isso porque a maioria dos casos documentados da doença envolve contato direto com as erupções de alguém doente ou alguma forma de contato íntimo, como o sexo.
Em paralelo, estudos já apontam evidências sobre o risco da transmissão sexual do vírus. No relato de caso, os pesquisadores detalham como foi o atendimento das enfermeiras ao paciente, onde, de forma acidental, foram contaminadas pela Monkeypox. As profissionais de saúde chegaram à casa do indivíduo, vestindo equipamentos de proteção (óculos, aventais e máscaras), exceto as luvas.
No período de entrevista com o paciente, as enfermeiras não usavam luvas. Este equipamento somente foi colocado, após esterilização das mãos, na hora da coleta das amostras. As informações são da Folhapress.
Fonte: Gazeta Web
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