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Chuvas: Maceió tem redução de desabrigados

Já Rio Largo sobe para o maior número de pessoas afetadas em AL

07/07/2022 07h07
Chuvas: Maceió tem redução de desabrigados
. - Foto: Reprodução

A capital alagoana estava no topo da lista das cidades afetadas pelas chuvas com o maior número de desabrigados e desalojados, chegando 7.795, segundo boletim da Defesa Civil Estadual de segunda-feira (4). No entanto, de lá para cá houve uma redução nessa quantidade e Rio Largo, na Região Metropolitana, tornou-se a cidade com mais pessoas que ainda precisam sair de suas residências por causa das enchentes.

De acordo com boletim da Defesa Civil Estadual, divulgado no final da tarde desta quarta-feira (6), Maceió tem 4.719 em situação de abrigamento. Rio Largo, por sua vez, é a cidade considerada mais afetada no momento, com 7 mil desabrigados e desalojados.


Após o nível da água diminuir em Rio Largo, o que se viu foram lamas no chão e as ruas cobertas de sujeira. Moradores da Avenida Comendador Luís Jardim, na comunidade Cachoeira tentam, mais uma vez, recomeçar suas vidas. A esperança em Deus é o que move todos que residem ali.

Não bastasse a enchente de 2010, que devastou uma grande parte da cidade, nos últimos dias, a força da água do Rio Mundaú inundou e acabou com o que as famílias levaram anos para reconstruir.

Nesta quarta-feira (6), muitos moradores voltaram para suas residências e o que encontraram foi um cenário devastador. Segundo eles, essa foi a pior enchente da história do município. A altura da água, nesta região, quase chegou ao teto.

O momento, agora, é de limpar e avaliar a fundo os estragos causados pelas chuvas. Nas ruas, equipes da prefeitura também iniciaram um mutirão de limpeza que vai até a madrugada.

Por lá, os moradores reclamam, no entanto, que não receberam nenhum tipo de auxílio da prefeitura de Rio Largo. Toda ajuda recebida até o momento é feita pela própria comunidade e a igreja.

O morador Carlos Humberto disse que as famílias estão precisando de tudo. Para eles, a solução é deixar os imóveis e morar em um local seguro. “Eu não estou aqui porque quero, estou porque não tenho pra onde ir. Minha esperança é conseguir uma casa agora”, reforçou Carlos.

Érika Vieira conta que há um mês, um alagamento estragou grande parte dos móveis dos moradores.

“Nossa perda começou há um mês, com esse alagamento. E agora a enchente veio para acabar com tudo de vez. Os danos causados aqui nunca foram vistos antes. Crateras foram abertas, a água chegou quase no teto das nossas casas. O pouco que conseguimos salvar, só vai ser usado porque não temos outra opção, mas já não presta também. Minha cama está aqui, coberta de lama e eu vou lavar para usar”, relata.

A dona de casa cobra a entrega de imóveis já construídos, que ficam próximos à subestação da Chesf que, apesar de prontas, não há moradores. O local chegou a ser invadido após a enchente de 2010, mas a prefeitura conseguiu, na Justiça, a reintegração de posse.

“Eu fui uma das pessoas que invadiu aquelas casas. Elas estão ali prontas, fizemos o cadastro na época e nunca foram entregues. Depois que desocupamos, fizeram uma reforma, só tem um módulo que não está pronto, mas não entregaram ainda. Eles estão esperando o quê? A única solução é sairmos daqui”, expôs.

O comércio da região também foi afetado e, até ontem, estavam fechados.

Em nota, a assessoria da Prefeitura de Rio Largo, através da secretaria de Assistência Social e Infraestrutura informou que as equipes iniciaram os trabalhos de limpeza pelas áreas mais atingidas pelo transbordamento do Rio Mundaú e que a região da Cachoeira, mostrada na reportagem já está sendo assistida com os trabalhos de limpezas. Sobre o auxílio de alimentos e água, a equipe já passou pela região da Utinga, Beiju de Coco e que a Cachoeira está na programação da prefeitura.

Já sobre as casas das Chefs, a prefeitura disse que vem aguardando a entrega junto à Caixa Econômica Federal que é a responsável pela obra e finalização.

No total, Alagoas tem mais de 67 mil desabrigados e desalojados. O estado ainda tem seis mortos por causa das chuvas. Quatro delas ocorreram em São Miguel dos Campos, Coruripe, Campo Alegre e Palmeira dos Índios, nas chuvas que caíram entre final de maio e início de junho. As outras duas foram registradas nas chuvas do último final de semana Matriz do Camaragibe e União dos Palmares.

Fonte: Gazeta Web