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No nordeste tem água? Não só ouro e prata!
Italo ferreira rebate ataques xenofóbicos
O preconceito é um câncer na sociedade e apesar de não ser uma exclusividade do brasileiro, mas ele tem umas particularidades que fazem por vezes ficarmos com vergonha. Das diversas formas de preconceitos a xenofobia é um mal comum. Nos últimos dias esse tipo de preconceito ganhou novamente as manchetes, porém a resposta veio rápida, habilidosa e banhada em ouro e prata.
É comum vermos ataques ao nordeste de diversas formas, "povo burro" quando se fala em política, "caipiras" achando que aqui tudo é mato e um dos inbecís é "no nordeste tem água?" Frases como essas são associadas a uma região que apesar de sofrer com secas em nada merece tais "selos", sem contar em todas riquezas, que muitas delas são apenas dele.
Italo Ferreira, campeão mundial de surf e medalha de ouro na modalidade em Tóquio usou suas redes sociais para na a manhã de sábado (07), logo após surfar pelas águas de Cruz das Almas em Maceió capital alagoana, rebater um comentário xenofóbico sobre a seca no Nordeste. Via Twitter, ele rechaçou a frase problemática e comumente usada por pessoas preconceituosas. "Nordeste tem água? Não, não. Só ouro", escreveu o surfista do Rio Grande do Norte.

A nossa fadinha Rayssa Leal, a maranhense que ganhou a medalha de prata no skate street, também entrou na conversa e relembrou: "e prata". A internet foi à loucura. Outros representantes do Nordeste vencedores nos jogos olímpicos de Tóquio são os baianos Ana Marcela Cunha, que levou ouro nos 10km da maratona aquática, Hebert Conceição, também ouro, mas no boxe, e Isaquias Queiroz, na canoagem na categoria C1. Além da representante maceioense, Duda Arakaki de apenas 17 que representou o Brasil na ginástica ritmica.

